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sábado, 17 de novembro de 2018

"Romeu Correia, um Académico verdadeiramente Incrível"


O número três do fanzine "Romeo", de homenagem a Romeu Correia, é praticamente todo ele dedicado à Incrível Almadense.

São transcritos três textos de Romeu Correia sobre: "O Centenário da Incrível" (publicado na "República"), "As Pazes  entre a Incrível e a Academia" (publicado no boletim "O Académico", "O Animatógrafo" (publicado no "Jornal de Almada"). Orlando Laranjeiro escreve "Romeu Correia Sócio Honorário da Incrível", Rita S. Rodrigues escreve "Romeu Nunca foi um Associativista". E Luís Milheiro transcreve partes do romance "Os Tanoeiros" com o texto "A Incrível Dentro do Livro "Os Tanoeiros".

Tudo motivos de orgulho para a Incrível Almadense.

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Romeu Correia Sócio da Incrível...


Publicamos a proposta de inscrição de Romeu Correia como sócio da Sociedade Filarmónica Incrível Almadense, datada de 20 de Junho de 1945, quando ele tinha 27 anos.

Na época morava muito perto da Incrível, na Avenida Heliodoro Salgado.

O sócio proponente foi Libânio Ferreira, o grande entusiasta do desenvolvimento das bibliotecas em Almada e do seu intercâmbio.

quinta-feira, 29 de junho de 2017

"O Tritão"



Desta vez não faço nenhuma referência à Incrível (Romeu não tinha de falar da "Sociedade Velha" em todos os livros, mas sim a um passeio do escritor com a esposa e os netos, na página 160 de "O Tritão"...

«Há dias voltei ao Ginjal, na companhia da Almerinda e dos nossos netos, para uma romagem sentimental. Tanto o João Vasco como a Ana Margarida, ele com cinco anos e ela com dois, vinham movidos e deslumbrados pel aventura da pesca. Num prolongamento das histórias fabulosas – O Capuchinho Vermelho, A Gata Borralheira, A Branca de Neve… - os miúdos acreditavam pescar com a nossa frágil cana alguns animais marinhos, tais como golfinhos, polvos gigantes, tubarões e até baleias… A Almerinda, cheia de ternura e paciência pelos netos, vinha por vir, sabendo que nas águas poluídas do rio raramente se pescava um chamilro. Parámos junto da nossa antiga casa, escolhemos uma argola de ferro, minha companheira de tantas pescarias de outrora, e assentámos arraiais.»

É uma delicia...

sábado, 27 de maio de 2017

O "Trapo Azul"


Transcrevemos da "Apresentação da primeira edição do romance, "Trapo Azul", publicado em 1948, as palavras de Romeu Correia. Desta vez ele não fala da Incrível, mas de um grande Incrível, Alberto de Araújo, o patrono da nossa Biblioteca:

«Na pacata vila de Almada, que por esses tempos não ia além de trinta mil almas, passei ao papel uma longa história das pobres costureiras dos fatos de ganga para os operários, profissão-último recurso, sujeita à mais desenfreada exploração das mestras, que nalguns casos (por paradoxo que pareça!) eram mulheres ou filhas de… operários.
A falta de consciência de classe tem sido uma constante anti-revolucionária do povo português; a mentalidade pequeno-burguesa uma alienação, uma nódoa imperceptível, que alastra, traiçoeira, por todos os lados- A fome e o frio sofridos na carne não são vistos como uma flagrante e intolerável injustiça social a que devemos pôr fim. [...]

Outro amigo de quem desejei ouvir uma opinião sobre o texto foi o Dr. Alberto Emílio de Araújo, dois anos antes libertado do campo de concentração do Tarrafal. Professor liceal, de sólida cultura humanista, tinha uma perspectiva  marxista da sociedade como raros neste país. Militante do Partido Comunista Português, pertenceu ao seu comité Central durante anos. O regresso deste filho querido a Almada fora um acontecimento local do pós-guerra. Éramos vizinhos e amigos, por isso lhe pedi opinião sobre o meu manuscrito. Mas a sua frágil e conturbada saúde sofrendo crises sucessivas, tivera por essa altura uma das mais graves recaídas. E fora forçado a recolher-se ao Hospital dos Capuchos para extrair um rim. Com mágoa minha, o Alberto Araújo, só pôde ler o Trapo Azul., impresso, um ano depois.»

domingo, 30 de abril de 2017

"Cais do Ginjal" (e a Incrível...)


O "Cais do Ginjal" é uma das obras autobiográficas de Romeu Correia, romanceadas, mais interessantes do ponto de vista da história local, onde ele nos retrata a sua infância e adolescência, passadas no Ginjal, na casa dos avós paternos.

Fala de pessoas, de lugares, importantes, que acabam por fazer parte da história de Almada.

Trata-se de uma obra editada em 1989 pela Editorial Notícias.

Transcrevemos uma parte da obra em que este se refere à Incrível:

«Para toda a gente estar presente do Cais do Ginjal estar presente, até um homem, que cortara relações comigo há anos, me veio abraçar. Tratava-se do mestre tanoeiro Zé de Almada, que amava até às lágrimas a Filarmónica Incrível Almadense, e que se zangara comigo por eu teimar que, na História de Portugal, havia dois reis com o nome de Manuel. Para ele só havia um, que, por sinal, fora o segundo…»

domingo, 26 de março de 2017

"Os Tanoeiros! (e a Incrível...)


O Romance "Os Tanoeiros" é o livro da autoria de Romeu Correia que tem mais referências à Incrível Almadense, graças a uma família de tanoeiros, músicos e  associativistas da "Sociedade Velha", que foram escolhidas como personagens...

Transcrevemos da página 27 do romance:

 «O pai de Alfredo tinha uma vida repleta de afazeres, afora o tempo consumido pela profissão. herdara muito cedo essa norma de vida. Ganhara-a mesmo quando, catraio, vagabundeara pelas ruas da vila ainda sem o jugo das horas, que não fosse o vir a casa petiscar e dormir. E logo a Sociedade, a sua Incrível, o prendera de amores para todo o sempre. Um dia seria homem. com a arte de um ofício segura nas mãos, senhor de uma mulher e da filharada – mas, antes de mais, músico e carola da Incrível Almadense. E cumpriu-se o desejo. Mestre Gaspar ministrou-lhe solfejo, assentou-lhe os dedos no instrumento e fê-lo sair à estante. Tinha catorze anos, quase um fedelho de cueiros, e já fazia um vistão, fardado e de cornetim à boca. Estreara-se numa madrugada, dia primeiro de Outubro de 1908 – no 60.º aniversário da Música Velha

sexta-feira, 24 de março de 2017

A Biblioteca da Incrível fez Parte do 1º Percurso do Roteiro Literário de Romeu Correia


Ontem mais de quatro dezenas de pessoas, entre professores, alunos da USALMA e gente anónima, interessada pela história de Almada, visitou a Biblioteca e o Espaço Museológico da Incrível Almadense, que fez parte do "1º Percurso do Roteiro Literário de Romeu Correia" (organizado pelas professoras Edite Condeixa e Ângela Mota).


A sala de reuniões foi o espaço escolhido para se trocarem impressões sobre a história da Incrível, através dos seus 14 livros já editados; sobre a edição do primeiro livro de Romeu Correia, "Sábado sem Sol", que contou com o apoio das Bibliotecas da Incrível e da Academia Almadense; e também houve espaço para uma pequena leitura das páginas do romance, "Os Tanoeiros", onde se homenageou uma das grandes figuras da Incrível (José Carlos Lírio) na personagem do mestre Damião.

Falaram da história da Incrível à interessada plateia, Alexandre Castanheira, Carlos Guilherme e Luís Milheiro.

Estamos certos que se os livros pudessem demonstrar o seu estado de espírito, tinham suspirado de alegria, por terem tantos visitantes, que os olharam e acariciaram com todo o carinho...

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

"Sábado sem Sol", o Livro de Estreia de Romeu Correia


O "Sábado sem Sol" é a primeira obra de Romeu Correia. Trata-se de um livro de contos, com dez pequenas narrativas, que retratam parte da sua vivência no burgo de Almada.

Romeu explica muito bem a história deste livro no começo da segunda edição (Algumas Linhas Livres), que transcrevemos:

«Data dos fins de 1945 a minha crescente necessidade de passar ao papel várias histórias e figuras que povoavam o meu pequeno mundo. Testemunhar os problemas sociais, os conflitos de classe, os dramas humanos, revelando e condenando o mundo injusto e contraditório que nos rodeia e oprime, é a função primeira do contador de histórias. Foi o que fiz. Com alguma ficção para não irritar os patrícios, distanciei-me dos primitivos modelos utilizados, concluindo o meu livro no ano seguinte.»

E também escreve sobre a sua apreensão:

«Dois meses após a publicação, a PIDE procedia à apreensão do “Sábado sem Sol” (estímulo oficial tão frequente por esses tempos fascistas…), semeando o desgosto e a indignação na maioria dos meus leitores, e digo na maioria porque, inexplicavelmente, tristemente, houve, em Almada, quem, sentindo-se retratado nas páginas do livro, descesse à ignominia de me denunciar na sede da famigerada polícia política.»

É importante destacar que a receita desta primeira obra do Romeu foi oferecida às Bibliotecas Populares da Incrível e Academia Almadense.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

A Incrível em Destaque na História das Bibliotecas


Luís Alves Milheiro publicou a 2.ª edição de "As Bibliotecas Populares e o Desenvolvimento Cultural em Almada", um ensaio histórico que além de historiar o aparecimento das bibliotecas populares em Almada, faz a sua ligação ao desenvolvimento cultural da nossa Terra.

A Incrível merece um destaque especial, por ter aberto a primeira biblioteca popular em Almada e também por na actualidade ser a única grande colectividade que tem os seus livros ao dispor dos seus associados.

Uma leitura importante para quem gosta de história local e de livros.

terça-feira, 6 de outubro de 2015

A Biblioteca Homenageia António Henriques


A biblioteca faz parte de um dos quatro módulos da exposição de António Henriques, onde mostra todas as obras literárias de António Henriques e da Incrível, com um grande orgulho.

sábado, 31 de janeiro de 2015

«Lá vem Almada e a sua Incrível Almadense»


Quando Almada Negreiros chegava com a sua esposa, Sara Afonso, aos cafés lisboetas,  logo os amigos exclamavam: «Lá vem Almada e a sua Incrível Almadense.»

Não deixa de ser curiosa e bonita esta frase, a ligar o casal de artistas à nossa Cidade e à nossa Incrível Almadense...

sábado, 8 de novembro de 2014

A Incrível no "António Maria"


A Incrível Almadense (através da sua inscrição num dos "bombos") foi mencionada pelo grande Rafael Bordalo Pinheiro, no "António Maria", de 17 de Julho de 1884.

E ficou para a história...

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Um Passeio com Imagens de Outra Cacilhas


O Salão de Festas da Incrível recebe na próxima sexta feira, dia 17 de Outubro,  às 21.30 horas, a projecção documental, "Passeando por Cacilhas d' outros tempos", da autoria de Luís Bayó Veiga e Modesto Viegas.

É uma organização conjunta da Incrível e da SCALA, no âmbito dos seus 166º e 20º aniversários, com grande valor histórico.

sábado, 30 de agosto de 2014

Ai que Saudades dos Livros "Públicos" (2)


Continuando à descoberta das Bibliotecas Ambulantes de Lisboa, não podemos de deixar de publicar esta imagem, dos leitores do Jardim do Príncipe Real, gratos ao blogue, "Restos de Colecção", a quem rendemos a nossa homenagem, pelo excelente trabalho que faz na divulgação da história recente do nosso país.

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Ai que Saudades dos Livros "Públicos" (1)


Não fazíamos ideia que além das bibliotecas itinerantes, também tinham existido as ambulantes, espalhadas por muitos jardins de Lisboa, nos anos quarenta e cinquenta do século passado.

Estas fotografias encontradas no blogue "Restos de Colecção" são um excelente registo histórico.

Eis os leitores do Jardim da Estrela...

quinta-feira, 20 de março de 2014

"O Incrível" em Exposição


O boletim, "O Incrível", cujo primeiro exemplar que se conhece publicado, é de 1906, esteve em exposição na vitrina de entrada da Sede Social da Incrível, com a diversidade própria de tantos anos, de várias séries, vários directores...

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Livrinho Sobre a Incrível Lança Polémica


Diamantino Lourenço, sócio e antigo dirigente da Incrível resolveu fazer uma "interpretação livre" sobre a história da fundação da Incrível, que tem dado que falar.

Para muitos Incríveis, não é compreensível fazer ficção com história.

Nada que incomode Diamantino Lourenço, para quem só o facto do seu livrinho motivar polémica e fazer com que as pessoas leiam e falem sobre a história da fundação da Incrível, faz com que fique satisfeito.  

Na nossa modesta opinião, achamos que o autor devia ter separado de uma forma mais nítida a ficção da realidade.

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

A História da Nossa Biblioteca em Livro


No próximo sábado, dia 14 de Dezembro, ás 16 horas, será apresentado o pequeno opúsculo, "A Biblioteca da Incrível Almadense - pequeno esboço histórico (1931-2013)", na Sala de Reuniões do edifício da Sede (2º andar), rua Capitão Leitão, nº 3.

A professora e bibliotecária, Ana Rodrigues, será a apresentadora.

A Incrível convida todos os Almadenses a estarem presentes e a visitarem a Biblioteca e o nosso espaço museológico.